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O cobre como remédio
Como os organismos superiores, p. ex. os peixes, “aguentam” mais cobre que os organismos primitivos, o
cobre é também aproveitado para combater doenças parasitárias dos peixes. Um campo de aplicação clássico
é o tratamento do surto de Oodinium em peixes de água doce ou salgada. Neste caso, convém assegurar um
teor de 0,3 mg/l (p. ex. através da administração de JBL Oodinol Plus 250). Este teor deve ser controlado
meticulosamente, dado que uma concentração mais fraca não resultaria em uma cura e uma concentração
mais forte colocaria em perigo os peixes.
Conforme a dureza da água, o cobre liga-se mais ou menos fortemente com os agentes endurecedores, formando
carbonato de cobre e em seguida precipita. Este processo é especialmente rápido em água salgada. O carbonato de
cobre precipitado acumula-se no material de substrato do aquário e pode, sob determinadas condições (modicação
do pH, adubação com CO
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, actividade dos microorganismos), voltar a dissolver-se. Depois de vários tratamentos,
pode haver no aquário uma acumulação tão forte de cobre que, no caso de sua nova dissolução, ela poderá levar a
intoxicações letais para os peixes. Por este motivo, convém levar a cabo todos os tratamentos com remédios que
contêm cobre em um aquário de quarentena!
Em aquários marinhos equipados com corais e outros animais invertebrados, o cobre não deve em caso ser
utilizado em uma quantidade superior àquela indispensável à cobertura da necessidade do cobre como oligo-
elemento (p. ex. com JBL TraceMarin)!
De onde provém o cobre?
Além da utilização já mencionada como remédio contra certas doenças parasitárias, o cobre também pode
chegar no aquário através da água de torneira. Para a instalação de água usaram-se antigamente e ainda
usam-se hoje muitas vezes canos de cobre e também os esquentadores de água geralmente contêm tubos de
cobre. Se a água permanecer parada por algum tempo nestes tubos, podem dissolver-se quantidades consi-
deráveis de cobre. Também no caso da utilização de água de chuva que correu através de goteiras de cobre,
existe perigo de que o cobre possa entrar na água do aquário. Objectos de metal cuprífero, p. ex. guarnições de
latão ou bronze vermelho ou até mesmo bombas com carcaças ou rotores fabricados com estes materiais não
devem em caso algum ser utilizados em aquários ou lagos de jardim. Muitas substâncias de combate às algas
divulgadas no sector da aquarística contêm igualmente cobre e também neste caso aplicam-se as armações
feitas anteriormente a respeito do uso de remédios.
Como eliminar o cobre?
Quantidades maiores de cobre que se acumularam no fundo do aquário em consequência do uso de substâncias
que contêm cobre só podem ser removidas através do esvaziamento total do aquário e da troca completa de
todo o material de substrato.
A utilização regular de um condicionador da água que liga os metais pesados, p. ex. JBL Biotopol, oferece
segurança no caso da acumulação de cobre causada pelos canos de água ou pelas goteiras. Para evitar teores
máximos, recomendamos deixar primeiramente escorrer a água de torneira durante alguns minutos. No caso de
goteiras de cobre, convém captar a água só aprox. uma hora após o começo da chuva.
No que tange aos condicionadores de água, ainda cabe salientar que os metais pesados (cobre e outros) não
são eliminados da água, mas sim envolvidos com um “invólucro”, de forma que não podem mais prejudicar os
peixes. Com o tempo, estes metais pesados são consumidos como oligoelementos pelas plantas, etc. Quem
atribuir importância a uma eliminação efectiva, deverá ltrar a água através de carvão activo ecaz (p. ex. JBL
Carbomec activ) aprox. 1 hora após a utilização do condicionador; no próximo dia o carvão activo deverá ser
removido do ltro e deitado fora. Os metais pesados envolvidos são adsorvidos pelo carvão activo e, assim,
eliminados juntamente com o carvão activo. Metais pesados sem o “invólucro” acima descrito não podem ser
eliminados através do carvão activo.
O que é medido pelo kit de teste?
O kit de teste do teor de cobre só pode detectar o cobre dissolvido na água. Os depósitos de cobre acumulados no
material de substrato do aquário (vide a descrição acima) não podem ser medidos com o kit de teste.
Aplicação
1. Lavar ambas as provetas várias vezes com a água a ser analisada.
2. Encher 5 ml da água a ser analisada em cada uma das provetas, utilizando para este efeito a seringa incluída
na embalagem.
3. Adicionar 5 gotas do reagente 1 numa das provetas, agitar por pouco tempo para misturar o conteúdo e em
seguida adicionar 5 gotas do reagente 2 e misturar novamente.
4. Esperar até que o desenvolvimento das cores esteja concluído, isto é, deixar a proveta repousada durante
10 min. no caso da medição em água doce e 15 min. no caso da medição em água salgada.
5. Inserir ambas as provetas no bloco comparador cinzento: a proveta que contém os reagentes deve ser inse-
rida na extremidade lisa do bloco comparador e a proveta com a água não tratada (amostra em branco) na