8 | Motores elétricos para atmosferas explosivas
Tabela 2 - Torques de aperto para elementos de fixação [Nm]
Tabela 3 - Torques de aperto para prensa-cabos e tampões roscados [Nm]
Para o dimensionamento dos cabos de alimentação e dos dispositivos de manobra e de proteção deve-se considerar: a corrente nominal do
motor, o fator de serviço, o comprimento dos cabos, entre outros. Para motores sem placa de bornes, isole os cabos terminais do motor,
utilizando materiais isolantes compatíveis com a classe de isolamento informada na placa de identificação.
A distância de isolação entre partes vivas não isoladas entre si e entre partes vivas e partes aterradas deve respeitar a Tabela 4.
Tabela 4 - Distância mínima de isolação (mm)
Tensão
Tipo de proteção de invólucro
Ex e / Ex de Ex n/ Ex d/ Ex t
U ≤ 440 V 6 4
440 < U ≤ 690 V 10 5,5
690 < U ≤ 1000 V 14 8
1000 < U ≤ 6900 V 60 45
6900 < U ≤ 11000 V 100 70
11000 <U ≤ 16500 V - 105
Tomar as medidas necessárias para assegurar o grau de proteção, o EPL e o tipo de proteção do invólucro indicado na placa de identificação
do motor:
- nas entradas de cabos não utilizadas de caixas de ligação, que devem ser devidamente fechadas com bujões certificados;
- nos componentes fornecidos em avulso (como, por exemplo, caixas de ligação montadas em separado).
As entradas de cabos utilizadas para alimentação e controle devem empregar componentes (como, por exemplo, prensa cabos e eletrodutos) que
atendem as normas e regulamentações vigentes em cada país. Para motores “Ex d”, os eletrodutos são permitidos somente para equipamentos
elétricos do grupo II.
Os elementos de fixação montados nos furos roscados passantes no invólucro do motor (como, por exemplo, no flange) devem ser vedados, com os
produtos indicados no item 5, para assegurar o grau de proteção indicado na placa de identificação do motor.
O motor deve ser instalado com dispositivos de proteção contra sobrecarga. Estes dispositivos de proteção podem estar integrados ao motor (como termistores
nos enrolamentos) ou instalados externamente, que monitoram a carga do motor pela corrente nominal. Para motores trifásicos recomenda-se também a instalação
de sistemas de proteção contra falta de fase.
Motores acionados por inversor de frequência obrigatoriamente devem ter suas proteções térmicas do enrolamento ligadas. Para os demais métodos de partida,
o uso das proteções térmicas é opcional. Para motores “Ex n”, “Ex ec”, “Ex d/Ex db”, “Ex de/Ex db eb”, “Ex tb” e “Ex tc”: todas as proteções térmicas (RTDs,
protetores térmicos bimetálicos e termistores para proteção do estator) usadas no circuito de proteção do motor podem ser conectados via um controlador
industrial padrão instalado em uma área segura.
Para motores “Ex eb”: todas as proteções térmicas (RTDs, protetores térmicos bimetálicos e termistores para proteção do estator) usadas no circuito de proteção
do motor devem ser separadamente protegidas pelo uso de uma fonte intrinsecamente segura que garanta o mínimo nível de proteção EPL Gb.
Verifique o correto funcionamento dos acessórios (freio, encoder, proteção térmica, ventilação forçada, etc.) instalados no motor antes de colocá-lo em operação.
Os limites de temperatura de alarme e desligamento das proteções térmicas podem ser definidos de acordo com a aplicação, porém não devem ultrapassar os
valores indicados na Tabela 5.
Tabela 5 - Temperatura máxima de atuação das proteções térmicas
Componente
Marcação da área classificada
na placa de identificação
Área classificada que o produto
será instalado
Temperatura máxima de operação (°C)
Alarme Desligamento
Enrolamento
Ex d Ex d 130 150
Ex n Ex n 130 155
Ex t Ex t 120 140
Ex e Ex e - 110
Ex n + Ex t
Ex n 140 155
Ex t - 140
Ex d + Ex t
Ex d 140 150
Ex t - 140
Class I Div. 1 Class I Div. 1 130 150
Class I Div. 2 Class I Div. 2 130 155
Class II Div. 1 Class II Div. 1 120 140
Mancal Todas Todas 110 120
Notas:
1) A quantidade e o tipo de proteção térmica instalada no motor estão informados nas placas de identificação adicionais do mesmo.
2) No caso de proteção térmica com resistência calibrada (por exemplo, Pt-100), o sistema de monitoramento deve ser ajustado na temperatura máxima de operação indicada na Tabela 4.
Na aplicação de motores “Ex e”, o dispositivo de proteção térmica, em caso de sobrecarga ou de rotor bloqueado, deve atuar com retardamento de tempo em função
da corrente e monitorar os cabos de alimentação externos. O tempo “t
E
” indicado na placa de identificação do motor não poderá ser ultrapassado. Os motores “Ex e”,
submetidos a condições de tempo de aceleração maior que 1,7 x tempo “t
E
”, devem ser protegidos com dispositivo de proteção contra sobrecorrente.
Rosca Material M16 M20 M25 M32 M40 M50 M63 M80
Métrica
Plástico 3 a 5 3 a 5 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8
Metálico 40 a 50 40 a 50 55 a 70 65 a 80 80 a 100 100 a 120 115 a 140 160 a 190
Rosca Material NPT 1/2" NPT 3/4" NPT 1" NPT 1 1/2" NPT 2" NPT 2 1/2" NPT 3" NPT 4"
NPT
Plástico - 5 a 6 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8 6 a 8
Metálico 40 a 50 40 a 50 55 a 70 65 a 80 100 a 120 115 a 140 150 a 175 200 a 240
Tipo de proteção
do invólucro
Componente M4 M5 M6 M8 M10 M12 M14 M16 M20
Ex d
Ex de
Tampa da caixa
de ligação
Classe 8.8/12.9 - 3,5 a 5 6 a 12 14 a 30 28 a 60 45 a 105 75 a 110 115 a 170 230 a 330
Classe A2-70 / A4-70 - 3,5 a 5 6 a 8,5 14 a 19 28 a 40 45 a 60 75 a 100 115 a 170 225 a 290
Aterramento 1,5 a 3 3 a 5 5 a 10 10 a 18 28 a 40 45 a 70 - 115 a 170 -
Ex d
Placa de
Bornes
Pinos de fixação da ponte de ligação
1 a 1,5 2 a 4 4 a 6,5 6,5 a 9 10 a 18 15,5 a 30 - 30 a 50 50 a 75
Ex de
1 a 1,5 2 a 4 4 a 6,5 6,5 a 9 5 a 9 10 a 15 - 20 a 30 -
Parafuso de travamento da cabeça do pino - 3 a 7 4 a 8 7 a 11 - - - - -
Parafuso de travamento do cabo de alimentação - - - 2 a 6 6 a 10 - - - -
Ex n
Ex t
Ex e
Tampa da caixa de ligação - 3 a 5 4 a 8 8 a 15 18 a 30 25 a 40 30 a 45 35 a 50 -
Aterramento 1,5 a 3 3 a 5 5 a 10 10 a 18 28 a 40 45 a 70 - 115 a 170 -
Pinos da placa de bornes 1 a 1,5 2 a 4 4 a 6,5 6,5 a 9 10 a 18 15,5 a 30 - 30 a 50 50 a 75
Parafuso de fixação da placa de bornes - 3 a 5 5 a 10 10 a 18 28 a 40 45 a 70 75 a 110 115 a 170 -